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e se morrer é estar contigo

por Lhuna, em 29.04.13

não respires.

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meu sol e estrelas

por Lhuna, em 08.04.13

se cuidas de mim eu cuido de ti, amor.

 

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Crescendo

por Lhuna, em 27.03.13

Era como voltar para casa ao fim de uma longa viagem, sentir novamente o mundo como quem o sitia pela pela primeira vez. Era acordar numa manhã de verão e saber que tudo o dia seria assim, leve e soalheiro. Quase como entrar em plena concordância com o universo e saber que depois daquele ponto nada mais havia.

Enquanto descia a rua a correr, enquanto procurava sem realmente encontrar mas corria. Ofegante e sem parar, sempre sem parar. Nada mais existia se não o pôr do sol e ela a correr. Sempre sem parar. Procurava, sempre.

No fim da rua, já sem noção do tempo, do ontem ou do hoje, deixou de perceber. Deixou de procurar.
Era sentir-se em tudo, sentir tudo em si. O vento, o mar, o sol a pôr-se e a lua a voltar ao céu. Os dois quase num uníssono silêncio ocupando o seu lugar. Sentir tudo ali e sentir que nada mais havia.

Era como voltar a casa e morrer sem vontade de ver o mundo. Num crescendo completo do Sol e da Lua. Sentir o mundo, sentir-se e finalmente não mais sentir.
Era como voltar a casa. 

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Portal

por Lhuna, em 12.03.13

Seria igual ao recomeçar, um renascer de uma morte prematura ao sentir que tudo estava perdido e poucos eram os protegidos. Na condição de nada ficar nas memórias, de tudo desaparecer no mesmo compasso com que tinha aparecido. Rápido. Lento. Bastava que desaparecesse.

Nas histórias do sangue derramado e dos céus que bradavam o teu nome, ficou o medo. A consciência perfeita do medo, do que seria estar em ti. Ou estar, inevitavelmente, sem ti. A noção do colapso sem a noção do porquê. 

E quando soasse o primeiro grito, corríamos. Bastava correr, para o passado, para longe. Corria para ti, sem guarda, sem escudo, sem vida até. Corria para ti, e para ti sempre.

Mas não travo batalhas sem inimigos, não renasço sem morrer e não corro se não estiveres lá. Das três chaves que te dei, escolha uma e corre. Porque do outro lado estarei eu, sem vida. A correr para ti. Tua. 

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Baixaram-me a guarda

por Lhuna, em 05.03.13

e eu não gosto.

Baixaste-me a guarda.

 

 

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A magia está

por Lhuna, em 20.02.13

Em chegar a casa e saber-te.
Que esperas, que me esperas.

em ti.

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em treze palavras

por Lhuna, em 07.02.13

não perdesse eu almas

tão facilmente como perco

a minha.

assim, simples.

perdida.

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das vezes que desisto

por Lhuna, em 29.01.13

e deixo que as saudades me consumam,

estou em cinzas.

 

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Pequena Inês

por Lhuna, em 25.01.13

Na dúvida de como seria a minha vida se tivesse 9 anos, vejo-me em ti. Tão bela e tão tua, na incerteza de ser dos outros. Da forma como te ensinei a ver o mundo na esperança que a ensines, um dia mais tarde, aos meus filhos. Quando os lugares se inverterem, e eu deixar de cuidar de ti sem deixar de cuidar de ti.

De como eu volto aos nove sem sair do lugar, viajo por ti. Pelos teus dias como se fossem os meus e mato a saudade. De mim. De toda a minha vontade e ambição, das pequenas coisas, de brincar a esta ou aquela, de brincar simplesmente. De ser eu sem saudades de mim. Ser eu com nove anos.

Gostar de gostar de tudo. Gostar do mundo como gosto de mim. Como gosto de ti, pequena Inês.

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Eclipse

por Lhuna, em 21.01.13

Se a noite cair sobre nós, na penumbra de mais uma lua, segura-me na mão. Nessa noite, não vou ser eu quem proteges. Não vou ser eu quem está a teu lado em silêncio. De olhos fechados e constantes arrepios. Não vou ser eu.
No dia em que deixares que a noite caia sobre nós, vou ser eu a proteger-te. Vou ser eu a teu lado de olhos abertos e firme. Vais ser tu.

Nesse dia, guardo-te em mim para que não te levem como me levaram. E ao cair da noite, acorda-me.

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"I was never insane except upon ocasions when my heart was touched"
- Edgar Allan Poe


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