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 P.s. não sei da minha vida

Meias verdades que nos dizem

por Lhuna, em 30.07.18

o tempo cura.

as saudades passam.

há amor onde menos se espera.

em treze palavras

por Lhuna, em 08.07.18

Voltar onde tudo ficou. 

mas voltar. 

Para lugar nenhum..

sem pressas 

só 

Voltar. 

 

 

O que eles não sabem

por Lhuna, em 05.07.18

é que ao mandar-te embora, fui também. 

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publicado às 23:26

coisas 2.

por Lhuna, em 29.06.18

voltei as músicas melancólicas.

voltou a vontade de escrever.

publicado às 23:47

coisas.

por Lhuna, em 29.06.18

ser de todo o lado e de lugar nenhum.

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publicado às 23:41

Consílio dos Deuses

por Lhuna, em 04.12.17

E se nada mais formos para além de um sussurro, 

sabe que foste - és - o suspiro mais doce ao meu ouvido,

és o dia mais longo do verão,

a noite mais escura.

És os cinco oceanos, e o lago mais calmo.

Sabe que se fores só uma tempestade,

és o trovão mais alto, o relâmpago mais claro,

a chuva mais fria,

És uma casa vazia.

Sabe que se fores mais do que o vento,

mais do que as luas de Saturno

mais do que Zeus no Olimpo.

Sabe que te guardo, em mim.

És a casa vazia que quero ocupar.

És de mim.

Sou de ti.

Somos.

Sobre a solidão

por Lhuna, em 25.11.17

a pior parte é estar só.

publicado às 20:43

Estar na casa das dezenas no século XXI é estar no fio da navalha constantemente. Porque a pressa da vida te obriga a tomar decisões rapidamente, a rotular e a escolher sem prestar grande atenção as consequências. Ser uma mulher, na casa das dezenas no século XXI é um drama. Ou se é velha demais, ou se é nova demais. E, enquanto uma parte das minhas amigas se casa, se junta, engravida e tem filhos. Eu, terminei uma relação de longa duração.

Estar na casa das dezenas, a terminar uma licenciatura e com um futuro incerto pela frente, em pleno século XXI é, para uma miúda como eu, um drama. 

Sabem, as coisas que tinham mais ou menos alinhavadas para a vossa vida, como ter filhos, casar, viajar, ter uma casa, três gatos e um alpendre? Sabem isso? Eu algures, já tive uma série destas coisas.

Não sei exatamente como me debruçar sobre isto agora, sei que vou ter de o fazer. Sei que são coisas que me andam a tirar o sono. Sei que são coisas que me preocupam.

E eu, sou só uma miúda na casa das dezenas.

Sobre a vida

por Lhuna, em 06.11.17

Quando criei o meu primeiro blog algures em 2006/2007, era eu uma pirralha com algum jeito para as palavras, fi-lo por precisar de um espaço para guardar memórias, algo mais permanente que um diário ou um caderno aleatório, que ficava esquecido numa qualquer gaveta ao fim de umas semanas.

Na altura, e nos anos seguintes estes meus cantos que frequentemente mudavam de endereço, iam recontando a minha história, a qual eu e muitos de vocês podiam ler, mas o propósito foi sempre o oposto desse - de dar a ler. O objetivo último era guardar perpetuamente uma parte de mim, para tarde ou cedo dizer-me "eu avisei".

Nos últimos anos, e nesta casa que já conhecem, este blog foi perdendo a essência, que é como quem diz, eu fui-me perdendo. Em amores e desamores, parte de mim tinha-se desvanecido na internet. Parte de mim estava, algures por aí. A outra parte, vivia a vida de uma miúda, ainda com algum jeito para as palavras. Esta casa tornou-se um entra e sai de vidas, um corre corre de memórias, mas tantas vezes uma casa vazia. 

Demorei, demorei alguns meses a pensar e a ponderar, a escolher as palavras certas para voltar a fazer deste canto, o meu recanto. Como sempre foi, como sempre quis que fosse. A vida mudou-me, e eu mudei-me. Espero que percebam de que forma daqui para a frente. Sem artifícios, sem rodeios, sou eu. Como sempre fui, com vírgulas a menos e frases curtas. Sou eu, como sempre fui. Na minha casa.



"I was never insane except upon ocasions when my heart was touched"
- Edgar Allan Poe


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