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do frio da noite

por Lhuna, em 06.02.12

O corpo tremia-lhe. Tremia-lhe a alma também. Misturavam-se perfumes no ar, eram rosas e jasmim. O ar da manhã e a luz tépida da noite, que se alojava naquele coração, naqueles olhos que outra foram o amanhecer. O medo.

Pendia-lhe a vida num fio de prumo já gasto, velho de tanto uso. A incerteza de mais um dia, ou daquele dia em particular, tinham-lhe roubado toda a réstia de esperança que ainda se fazia sentir naquele ser tão jovem e ardente. 
Era uma vida bonita aquela. Tinha sido até então...Até lhe roubarem a alma.

Parou de tremer. 

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publicado às 21:10


1 comentário

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De Nómada a 08.02.2012 às 21:51

Gostei! bj

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- Edgar Allan Poe


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