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Crescendo

por Lhuna, em 27.03.13

Era como voltar para casa ao fim de uma longa viagem, sentir novamente o mundo como quem o sitia pela pela primeira vez. Era acordar numa manhã de verão e saber que tudo o dia seria assim, leve e soalheiro. Quase como entrar em plena concordância com o universo e saber que depois daquele ponto nada mais havia.

Enquanto descia a rua a correr, enquanto procurava sem realmente encontrar mas corria. Ofegante e sem parar, sempre sem parar. Nada mais existia se não o pôr do sol e ela a correr. Sempre sem parar. Procurava, sempre.

No fim da rua, já sem noção do tempo, do ontem ou do hoje, deixou de perceber. Deixou de procurar.
Era sentir-se em tudo, sentir tudo em si. O vento, o mar, o sol a pôr-se e a lua a voltar ao céu. Os dois quase num uníssono silêncio ocupando o seu lugar. Sentir tudo ali e sentir que nada mais havia.

Era como voltar a casa e morrer sem vontade de ver o mundo. Num crescendo completo do Sol e da Lua. Sentir o mundo, sentir-se e finalmente não mais sentir.
Era como voltar a casa. 

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3 comentários

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De ana gonçalves a 27.03.2013 às 18:54

"ando a tentar há semanas, esta dificil tambem", às vezes devias era estar caladinha!
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De Sara a 29.03.2013 às 23:10

magnífico, só isto e tudo isto. já li e reli.
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De Emma a 16.04.2013 às 00:16

Gostei imenso <3

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"I was never insane except upon ocasions when my heart was touched"
- Edgar Allan Poe


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