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por Lhuna, em 12.03.13

Seria igual ao recomeçar, um renascer de uma morte prematura ao sentir que tudo estava perdido e poucos eram os protegidos. Na condição de nada ficar nas memórias, de tudo desaparecer no mesmo compasso com que tinha aparecido. Rápido. Lento. Bastava que desaparecesse.

Nas histórias do sangue derramado e dos céus que bradavam o teu nome, ficou o medo. A consciência perfeita do medo, do que seria estar em ti. Ou estar, inevitavelmente, sem ti. A noção do colapso sem a noção do porquê. 

E quando soasse o primeiro grito, corríamos. Bastava correr, para o passado, para longe. Corria para ti, sem guarda, sem escudo, sem vida até. Corria para ti, e para ti sempre.

Mas não travo batalhas sem inimigos, não renasço sem morrer e não corro se não estiveres lá. Das três chaves que te dei, escolha uma e corre. Porque do outro lado estarei eu, sem vida. A correr para ti. Tua. 

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2 comentários

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De cate a 12.03.2013 às 22:20

"Nas histórias do sangue derramado e dos céus que bradavam o teu nome, ficou o medo." haverá alguma coisa mais bonita que os teus posts?
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De Catarina a 13.03.2013 às 13:44

Escreves sempre de forma delicada, nunca deixando de lado a melancolia que trazes colada ao peito. É por isso que gosto tanto de te ler.

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"I was never insane except upon ocasions when my heart was touched"
- Edgar Allan Poe


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