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cronógrafo

por Lhuna, em 02.05.12

Passam-te os dias pela alma. Passa-me a alma por ti. São tantas as horas que lhes perdi a conta. Deixei de contar, deixou de fazer sentido impor um limite. Apaga-me os limites.
Deixa a lua e deixa a luz. A mim e ao que tiver a mais. Deixa-me em ti com marcas do passado. - Fazem-nos. - Treme e deixa-me tremer. Com saudade e paixão do amanhã. Ou do ontem.
Não contes o tempo. Deixei de o contar. Perde a noção da vida e perde-te na vida. Em mim e no que te roubar. Não contes o tempo. Ama-me e faz-me amar-te.
Esquece o tempo e o medo. Esquece-te em mim.  

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publicado às 16:57


5 comentários

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De copodeleite a 02.05.2012 às 18:02

lindo!
"Não contes o tempo. Ama-me e faz-me amar-te."
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De copodeleite a 02.05.2012 às 18:58

são as nossa defesa. ou seriam. quando não se viram contra nós.
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De copodeleite a 02.05.2012 às 19:09

pois são. depois de termos sido magoadas, perdemos a inocencia quanto às pessoas.
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De sacha hart a 02.05.2012 às 19:27

O texto está simplesmente perfeito. É um dos meus favoritos até agora. Está lindo.
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De copodeleite a 02.05.2012 às 19:29

infelizmente. sobreponhe a tudo de belo que anteriormente possa ter acontecido.

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- Edgar Allan Poe


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