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Labirinto

por Lhuna, em 17.04.12

Perdi-me. Perdeste-te. Ambos perdidos numa realidade paralela, nem minha nem tua. Em ruas sem fim e casas sem porta. Perdi-me em ti muito antes de me ter encontrado em mim. 
Éramos tão pouco, tão pequenos e tão pouco. Gigantes de nada sermos. Fui e fiquei. Voltavas inconstante e deixavas-me sem piedade. Fomos. Foste. Éramos nadas.
Leve e doce. Amargo até. Umas vezes com o peso do mundo nas costas. O meu e o teu. Mundos, dois mundos. Linhas cruzadas na teia do tempo, paredes de vidro e telhados de cristal. Não tínhamos teto. Éramos o céu. Infinitos.

Perdeste-me. 

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publicado às 18:57


3 comentários

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De vera a 17.04.2012 às 21:15

gostei, muito ! apesar de passar maior parte do tempo frustrada com algumas personagens. a minha vontade era mesmo de as abanar e meter-lhes juízo na cabeça. portanto, só pode ser bom, um livro que nos envolva assim tanto. eu já vou a meio, e mesmo já o tendo lido, não consigo largá-lo!
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De sacha hart a 17.04.2012 às 21:37

Estão tão bonito. É linda a forma de como consegues transmitir tanta emoção e sentimentos através da palavras. ". Gigantes de nada sermos. " - adorei esta frase.
Beijinhos
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De llia a 18.04.2012 às 20:45

como isso é verdade, não procuramos no sitio certo.
adoro o primeiro parágrafo.

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- Edgar Allan Poe


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